sexta-feira, novembro 25, 2005

Crimes conjugais em observatório


Desde Novembro do ano passado 39 mulheres foram assassinadas às mãos de actuais ou ex companheiros e 46 foram vítimas de tentativa de homicídio. Estes números foram revelados pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) que vai apresentar, na próxima segunda-feira, o Observatório de Mulheres Assassinadas. Este projecto, que será apresentado numa acção de rua no Porto e em Lisboa, tem também como objectivo assinalar o Dia Internacional para a Eliminação de todas as Formas de Violência contra Mulheres, que hoje se comemora.

A UMAR pretende chamar a atenção para a necessidade de criação de políticas e recursos apropriados para o combate deste tipo de crimes e para a protecção das mulheres vítimas de violência, até porque, dos casos apresentados, 24 mulheres tinham já saído de casa ou abandonado os seus parceiros.

Segundo a GNR, PSP e a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), o número de queixas de violência doméstica aumentou este ano cerca de 6%. Apesar das mulheres continuarem a ser as principais vítimas deste tipo de crime, os casos em que os elementos do sexo feminino são apontados como agressores, aumentou cerca de 10%.

Em declarações ao Diário de Notícias, o subintendente da PSP Luís Elias, declarou que foram criados, em diversas esquadras, 142 gabinetes de apoio às vítimas para “criar um ambiente de maior intimidade e obter o máximo de informação sobre estes crimes”, lembrando ainda que “o primeiro momento de apresentação da denúncia é crucial para a investigação”.

3 Comments:

At 1:26 da tarde, Anonymous Anónimo said...

È incrivel como em pleno sec. XXI as mulheres continuam a ser maltratadas pelos seus companheiros!È preciso mais coragem e determinção, por parte do sexo feminino, para travar a violência doméstica. Coragem mulheres!

 
At 1:26 da tarde, Anonymous Fil said...

Desde já quero salientar a importância desta notícia e o modo como foi bem descrita pela autora. Realmente alerta-nos para um problema da nossa sociedade que a maior parte de nós pensava que se encontrava praticamente extinto e que afinal continua a fazer parte das nossas vidas. Continuem a proporcionar bom jornalismo a todos nós! Parabéns!

 
At 6:05 da tarde, Anonymous ARamalho said...

Efectivamente é lamentavel o que se tem verificado com as MULHERES ao longo da história. ... mas é mais surreal o facto de muitas dessas praticas, (na minha opiniao animalescas) ainda se cometem nos dias que correm!
Os maus tratos que essas MULHERES sofrem relevam não só as atrocidades que o homem é capaz de cometer e que muitas vezes comete,(demasiadas até) como tambem confirmam a máxima de que « o principal inimigo que a mulher tem, é aquele com quem se deita»!
Para todas essas MULHERES desejo força e coragem; para denunciar e por termo a essas barbaridades...e lembrem-se que tudo o que tem um começo tem um fim! Respeirem fundo e não percam a auto- estima. Recordo que nós, MULHERES, é que somos o sexo FORTE!
Á autora deste belissimo e autêntico artigo dou os meus parabéns, por trazer e refrescar o pensamento do publico sobre tematicas que pareçem estar adormecidas na nossa sociedade... mas que são cruciais!
Continuação de inspiração para futuros artigos. ARamalho

 

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